Quando a tarde cai...
Temos a pretensão da adolescência de que tudo será fluido e facilitado na vida adulta, de que seremos eternamente os queridinhos, assim como somos, queridinhos dos papais. passamos a adolescência olhando para fora, pensando num futuro, nos tornamos adultos, ainda olhando para fora, culpando outros por nossas trágicas escolhas.
Chega um dia que olhar para fora, não mais é suficiente, escapar de tanto, de tudo, escapistas do presente...
Como? Sempre nos perguntaram, o que seriamos quando crescêssemos? o que queríamos de natal? de aniversário, sempre o futuro, se prepare hoje para o amanhã, agora me vem dizer que é preciso olhar para dentro? Aqui dentro tem um cérebro confuso, um coração pulsante, descoordenado, incomodado, meio doente, meio ferido, meio exausto...as respostas? O tempo, ele põe tudo no lugar, ou esquecemos com o tempo, de quem éramos, e passamos a ser, olhando o presente contemplamos no agora o momento exato da mudança, deixa a dor entrar, mande-a sentar, dê-lhe um chá, escute-a...ela te faz mais humana, traz a luz que recria o ser necessário a cada época da vida...
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